quinta-feira, 18 de abril de 2013

Sobre o lugar redondo e laranja (parte 1.000)


Tem uma coisa assim sobre voltar pra casa ou partir daqui que impulsiona tudo.
Cada coisa no seu lugar.
O Tom não tava me esperando na esquina da rua de terra dessa vez mas ficou tudo bem.
É o jeito que o vento sopra aqui.
Tem isso que fica entre o lindo e o macabro. O horror mora junto mas é por causa de tanto amor e aí o peso da possibilidade da morte e então o horror. Na brevidade. Na saudade.

"Você acredita no horror?"

Eu li isso hoje enquanto esperava em Curitiba.
Curitiba é sempre o meu meio do caminho. É o lugar onde um dia eu já sonhei.
Acho que não é por acaso que eu sempre espero tantas horas amassadas lá.
Tem umas coisas que eu queria conseguir dizer mas eu não sei.
Sobre alguma noite perdida de 99 em Nova Veneza. Aquelas estradas cheias de curvas.
Todos os CDs do meu primo esquecido.
A noite quieta.
É uma coisa sobre o coração encaixar tão bem que nem dá pra falar.
A angustia de novo.
Depois o imenso do mar.
- Mais uma de iodo, por favor.
E agora eu já posso voltar de novo.

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